Parques municipais de todas as regiões da cidade de São Paulo estão recebendo um reforço para aprimorar sua gestão e desenvolvimento, em busca de melhorias para esses espaços públicos e maior participação da população. O Viva o Verde SP, parceria entre a Prefeitura de São Paulo e o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), vai elaborar, junto à sociedade civil, planos participativos de gestão e financiamento de 10 parques do município. E o pontapé inicial está acontecendo diretamente nas comunidades que serão beneficiadas.
Desde junho, a equipe do Viva o Verde SP participa de reuniões dos Conselhos Gestores e Conselhos Municipais do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CADES) regionais da cidade para apresentar a segunda fase da iniciativa, que busca seguir promovendo uma reaproximação da população com as áreas verdes. Na primeira etapa, que durou 3 anos – de 2022 a 2025 –, foi realizado o diagnóstico de mais de 100 parques, a elaboração de planos de gestão de oito deles (confira aqui os documentos), entre diversas outras ações.
Agora, o projeto está desenvolvendo um guia metodológico para a elaboração dos Planos de Gestão e Financiamento, documentos que guiam a administração, usos e normas de parques da cidade. Eventualmente, todos esses espaços (atualmente somando 124 parques municipais administrados pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente – SVMA) terão seus próprios planos de gestão.
Os 10 parques atualmente representados, definidos a partir do Quadro de Priorização dos Parques elaborado na primeira fase do Viva o Verde SP, são:
– Linear Água Vermelha, Sapopemba, Vila do Rodeio e Linear Zilda Arns Neumann na Zona Leste;
– Linear Sapé na Zona Centro-Oeste;
– Jardim Prainha, Nascentes do Ribeirão Colônia e Sete Campos na Zona Sul;
– Anhanguera e Linear Bananal-Canivete na Zona Norte.
O propósito de um Plano de Gestão e Financiamento é subsidiar a estrutura de governança de um parque, servindo de guia para as pessoas gestoras, e atuar como um mecanismo de controle social por parte da sociedade. O documento busca garantir a continuidade de políticas, programas, projetos e iniciativas para o espaço público e orientar as prioridades e recursos necessários para implementação de cada ação proposta.
Participação popular
As reuniões nos Conselhos Gestores dos parques selecionados e nos CADES têm contribuído para dar destaque aos anseios da população em relação a esses parques. Nesses encontros, gestoras e gestores, pessoas frequentadoras e integrantes dos Conselhos Gestores têm reforçado que engajar as comunidades e realizar oficinas participativas para validar propostas e ouvir moradoras e moradores são ações fundamentais para garantir a inclusão da sociedade na gestão e desenvolvimento dos parques.
“O Viva o Verde SP fortalece nosso compromisso com uma gestão cada vez mais participativa dos parques municipais e ao envolver conselhos gestores, lideranças locais e a população na construção dos planos de gestão, garantimos que esses espaços atendam às necessidades de cada território. Essa parceria com o ONU-Habitat contribui para tornar nossos parques mais acolhedores, sustentáveis e conectados com as comunidades que os utilizam“, afirma o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Wanderley Soares.
A gestão do Parque Municipal Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo, local que é exemplo de área recuperada de aterro e hoje atende uma função social de lazer e prática esportiva, somada à função ambiental – fortalecida com a plantação de centenas de árvores –, destaca que essa aproximação com a comunidade está sendo muito bem recebida na região.
“O pessoal está bastante confiante com a evolução, com a questão da segurança, do uso dos espaços, com as opções que estão surgindo no parque, que não tinha há um tempo. O que ainda se cobra é a arborização, porque o parque tem poucas árvores. Acredito que a população, o pessoal que mora no entorno, que frequenta o parque, todos gostaram muito da ideia desse projeto, de a gente tentar melhorar, fazer com que a população abrace o local como um parque, e deixe de ver como um extinto aterro sanitário. Essa parceria com o Viva o Verde SP é muito bem-vinda. A parceria está formada: a gente só tem a ganhar com isso”, afirma o gestor Adilson Marcio Ferreira.
Próximos passos
Os encontros incluem uma mobilização prévia de lideranças comunitárias e integrantes dos Conselhos Gestores dos parques, seguida do processo de criação dos planos de gestão. Os próximos passos envolvem etapas como a realização de oficinas participativas para diagnóstico e desenvolvimento de soluções junto à população, validação desses documentos junto à prefeitura e sociedade civil, e realização de sessões de treinamento para implementação dos planos no dia a dia dos parques.
“A participação do conselho gestor e de lideranças locais na elaboração do plano de gestão e financiamento é fundamental por vários motivos: faz com que o plano atenda com precisão as necessidades específicas da população local, estimula o sentimento de pertencimento e atrai mais visitantes”, explica o coordenador do Viva o Verde SP, Jordi Sánchez-Cuenca.
Em maio, técnicos da prefeitura e do ONU-Habitat se reuniram com representantes da gestão dos parques atendidos pelo projeto para tratar da construção conjunta dos novos planos de gestão. Essas e esses profissionais terão participação direta na elaboração dos documentos, apoiando e conduzindo ações, em especial no contato com os Conselhos Gestores.
Sobre o Viva o Verde SP
O Viva o Verde SP busca promover uma reaproximação da população com as áreas verdes. Para isso, em sua primeira fase (2022-2025), realizou ações voltadas a fortalecer a capacidade de São Paulo para promover espaços públicos verdes no município e nos bairros de forma inclusiva, aprimorando sua estrutura de gestão com foco na participação popular e no protagonismo de meninas e mulheres.
Ao colaborar com modelos inovadores de gestão e manutenção das áreas verdes, o projeto também contribuiu com o Programa de Metas 2021-2024 do município, que tratou da implementação de oito novos parques no período. Envolvendo diversas frentes de atuação e projetando São Paulo internacionalmente, o Viva o Verde SP vem contribuindo para viabilizar novas e futuras parcerias da capital paulistana com outras cidades comprometidas com a igualdade na distribuição, acesso e uso de espaços públicos verdes.
Em sua segunda fase, iniciada em 2026, a parceria está implementando as principais recomendações levantadas na primeira etapa. Com foco nas áreas de digitalização, avaliação, gestão e comunicação, a iniciativa vai aplicar estratégias para distribuir mais equitativamente os espaços públicos verdes, elaborar ferramentas digitais de monitoramento e desenho participativo desses locais e ampliar os espaços de engajamento da sociedade civil na gestão dos parques municipais de São Paulo.
Contatos para a imprensa:
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Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org)
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Guilherme Justino (guilherme.justino@un.org)
Fonte: brasil.un.org
